O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, em ata publicada nesta terça-feira (22), que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026 confirmou a desaceleração da economia. O colegiado reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, fixando-a em 13,75% ao ano.
A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação, conforme antecipado pelo Comitê. O documento indica que o movimento de queda foi mais intenso em atividades e componentes da demanda que possuem maior sensibilidade ao ciclo econômico.
O Copom declarou que o arrefecimento da demanda agregada é essencial para o reequilíbrio entre oferta e demanda, visando a convergência da inflação à meta. A evolução do crédito bancário com recursos livres também foi citada como consistente com a desaceleração do crescimento sob política monetária restritiva.
Houve redução nas modalidades de crédito de longo prazo, que são mais sensíveis à política monetária. Já as linhas de curto prazo ou emergenciais, consideradas mais onerosas, continuaram crescendo, embora com desaceleração na margem.
Créditos com recursos direcionados seguiram em expansão para empresas e pessoas físicas, com destaque para o crédito imobiliário e operações com fundos garantidores.
Sobre o mercado de trabalho, o colegiado informou que a taxa de desemprego permanece em patamares historicamente baixos. O crescimento da taxa de ocupação, contudo, apresenta desaceleração.
Os rendimentos médios também desaceleraram na margem, mesmo em termos nominais, mas ainda crescem em termos reais acima da produtividade do trabalho. O Comitê afirmou que acompanha a análise dos padrões de transmissão da ocupação para os rendimentos e preços dos setores econômicos.

