Investidores no Brasil e nos Estados Unidos acompanham, nesta quarta-feira (16), as decisões sobre as taxas de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed). O dia, chamado de “Super Quarta”, concentra a divulgação de indicadores econômicos e a definição de diretrizes monetárias nas duas maiores economias do continente.
No Brasil, analistas do Bradesco projetam a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic, com a expectativa de uma redução de 25 pontos-base. Para a instituição, a comunicação do Banco Central (BCB) sobre os próximos passos será mais relevante do que a decisão imediata. O mercado também aguarda a divulgação do Índice de Atividade Econômica da Agregada do Brasil (IBC-Br) às 9h.
Nos Estados Unidos, a probabilidade de aumento da taxa de juros é superior a 90%, com previsão de alta de 0,25 ponto percentual. O movimento seria a primeira elevação desde 2023, impulsionada pela persistência da inflação e pelos preços do petróleo, que superam US$ 100 por barril. Às 9h30, serão divulgados os dados de vendas no varejo referentes a agosto.
No cenário político brasileiro, o mercado monitora a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino pediu vista, adiando por até 90 dias a decisão sobre a junção de relatórios da Polícia Federal envolvendo mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro e do ministro Alexandre de Moraes, além de uma acusação de abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta quarta-feira com reunião às 11h com pastores evangélicos no Palácio do Planalto. Às 16h, o presidente participa da sanção do projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras. Na terça-feira (15), Lula sancionou a lei que criou o Redata, regime de desoneração para o setor de data centers.
No plano internacional, a Arábia Saudita emitiu e depois suspendeu alertas de segurança em Meca e Jeddah após ataques de combatentes alinhados ao Irã. Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em conversa com o ministro de Omã que o governo americano pretende garantir que o Irã não adquira arma nuclear e preservar a navegação no Estreito de Ormuz.


