A direção dos Correios entrou com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a greve de funcionários, iniciada na noite desta quinta-feira (10), seja declarada abusiva. A estatal solicita que a corte determine a continuidade imediata dos serviços diante do impasse sobre reajuste salarial.
O TST arbitrará o aumento salarial e as cláusulas sociais após tentativas frustradas de mediar um acordo entre as partes. Representantes sindicais informaram que houve avanço na proposta de reajuste de 4,35% a partir de agosto, mas a divergência persiste em outras reivindicações, principalmente quanto ao plano de saúde.
A paralisação ocorre enquanto a empresa negocia um empréstimo de R$ 7 bilhões com um grupo de bancos. O recurso, que deve ter garantia do Tesouro Nacional, integra o processo de reestruturação da estatal. A direção teme que a greve prejudique a qualidade do serviço e os planos de modernização.
Para minimizar os impactos, a estatal afirmou ter reforçado a operação e mantido a rede de atendimento aberta ao público. As medidas incluem a mobilização de empregados administrativos para funções operacionais, remanejamento de veículos e a realização de mutirões logísticos.
Em nota, a empresa afirmou que enfrenta uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas e geração de novas receitas. Clientes podem utilizar canais digitais ou os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 para situações específicas.

