A direção dos Correios estima que um empréstimo de R$ 7 bilhões, negociado com quatro bancos privados, será liberado na próxima semana. A expectativa de técnicos envolvidos nas discussões é que a assinatura dos contratos ocorra no dia 15 de setembro, com o Tesouro Nacional atuando como avalista da operação.
O grupo financeiro composto por Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan participa da negociação. Pelo acordo, a estatal pagará uma taxa de 114,26% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O contrato terá prazo de 15 anos, sendo que os três primeiros serão de carência, sem a cobrança de prestações.
O pedido oficial para que a União garanta a operação foi feito na semana passada. A medida visa convencer as instituições financeiras a conceder o crédito, já que a empresa fechou o primeiro semestre deste ano com prejuízo de R$ 5,5 bilhões. Caso haja inadimplência, a dívida passa a ser de responsabilidade do governo.
A captação ocorre após os Correios tomarem R$ 12 bilhões de outro grupo bancário em dezembro, também com garantia do Tesouro Nacional. Além do crédito privado, o governo federal fará um aporte de R$ 6 bilhões na estatal em 2026, utilizando recursos do Orçamento.
Essas medidas integram o plano de reestruturação para que a empresa retome a lucratividade. Em 2025, a estatal registrou resultado negativo de R$ 8,5 bilhões e a previsão é que o prejuízo em 2026 seja superior ao do ano anterior.

