Pesquisas recentes indicam que a suplementação de creatina pode mitigar a queda de desempenho cognitivo causada pela privação de sono e acelerar a resposta ao tratamento de depressão. A substância, comum em dietas de atletas, atua na produção e reposição de energia das células, incluindo os neurônios.
Um estudo publicado em 2026 demonstrou que a dose de creatina durante períodos de insônia reduz a deterioração de tarefas ligadas ao raciocínio, atenção e velocidade de processamento. Em experimentos anteriores, voluntários que receberam doses elevadas da substância mantiveram melhor desempenho cognitivo por várias horas após permanecerem acordados por tempo prolongado.
A investigação sobre a depressão focou no uso da creatina combinada a antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Participantes que utilizaram a suplementação apresentaram uma resposta mais rápida ao tratamento do que o grupo que recebeu placebo.
A base científica para esses resultados está no metabolismo energético cerebral. A creatina auxilia na reposição de ATP, a molécula que serve como fonte de energia para as células. Como o cérebro demanda alta energia, alterações nesse sistema impactam o funcionamento do órgão em situações de exigência.
Uma revisão de estudos de 2024 também encontrou sinais de benefícios na memória e atenção. No entanto, os pesquisadores afirmaram que são necessários estudos maiores e mais robustos para confirmar tais efeitos.
As evidências atuais sobre saúde mental e cognição são classificadas como promissoras, mas insuficientes para a criação de protocolos definitivos. A suplementação não substitui medicamentos ou acompanhamento médico para o tratamento de depressão.

