Um menino de três anos com Síndrome de Noonan deixou o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) nesta quarta-feira (23) para iniciar o tratamento em casa. A criança estava internada na instituição desde os 54 dias de vida, permanecendo no hospital por três anos e sete meses.
A desospitalização ocorreu após decisão da Justiça que determinou o fornecimento de atendimento domiciliar, conhecido como home care. O Estado será responsável pelos custos do serviço, que permite a continuidade do tratamento especializado na residência da família, localizada na Zona Sul da capital gaúcha.
O paciente nasceu prematuro, com 29 semanas de gestação, e foi transferido para o HCPA ainda recém-nascido. Durante a internação, os médicos diagnosticaram a Síndrome de Noonan, condição genética que afeta a musculatura do estômago e do intestino, impedindo a alimentação convencional.
Devido ao quadro clínico, o menino precisou de ventilação mecânica, nutrição via corrente sanguínea e o uso de uma sonda gástrica importada. O diagnóstico inclui ainda cardiopatia, displasia pulmonar e imunodeficiência genética.
A preparação para a alta começou em junho, após a decisão judicial. O acompanhamento foi realizado pela médica Sandra Helena Machado e pela enfermeira Liege Lessa Godoy, integrante do Programa de Reabilitação Intestinal de Crianças e Adolescentes (Prica).
Todos os cuidados e equipamentos utilizados no ambiente hospitalar deverão ser mantidos na residência, com o suporte de profissionais especializados para garantir a manutenção da vida da criança.

