O CSA enviou quatro notificações extrajudiciais na sexta-feira (11) para questionar a atuação da administradora do Condomínio Forte União (CFU) e preparar a substituição da gestão. O clube alega que a CFU Administradora e seu sócio, Gabriel Ribeiro Lima, conduziram negociações com o Banco Itaú e a liga Libra sem autorização prévia.
A disputa ocorre durante as articulações para a criação de uma liga única de clubes no futebol brasileiro. O Condomínio Forte União agrupa 33 clubes e a investidora Sports Media Entertainment (SME). Enquanto a CFU Administradora cuida da gestão do condomínio, a associação Futebol Forte União (FFU) representa os clubes nos assuntos do grupo.
As notificações foram enviadas a Gabriel Ribeiro Lima, à FFU, à SME, ao Itaú BBA Assessoria Financeira e à ODDZ Network. No documento destinado à administradora, o CSA aponta indícios de descumprimento de deveres contratuais e dos limites do mandato de Lima. O clube pede o histórico integral das tratativas com o banco e a Libra, incluindo a gravação de uma reunião ocorrida em 22 de junho.
Nas mensagens ao Itaú BBA e à ODDZ Network, o CSA informou que não imputa ilícitos a essas entidades, mas solicitou a preservação de e-mails, mensagens e metadados. À SME, o clube questionou se a empresa ou seus indicados mantiveram conversas sobre a liga unificada ou blocos de exploração de direitos televisivos.
A administradora do CFU negou as acusações e afirmou que as conclusões do CSA não têm respaldo nos fatos. A empresa informou que responderá formalmente aos questionamentos com base na governança do condomínio.
O clube alagoano já havia acionado o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para analisar a operação da liga. Em junho, o órgão proibiu a criação de obstáculos para a saída de integrantes do bloco, decisão que gerou preocupação em outros membros, como o Corinthians. O CSA também questionou anteriormente a sociedade de Lima com o ex-jogador Ronaldo Fenômeno na ODDZ Network.
Paralelamente, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) ingressou com ação na Justiça de Brasília contra a emissão de R$ 950 milhões em debêntures pela SME. O tribunal, contudo, questionou a legitimidade do sindicato para mover a ação.

