A defesa do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior reuniu-se nesta terça-feira (8), às 14h, com a equipe do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro discutiu o acordo de colaboração premiada firmado por Freixo Júnior com a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o financiamento do filme Dark Horse.
Freixo Júnior é proprietário da Entre Investimentos e Participações. A empresa é investigada por participação em operações financeiras ligadas à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O acordo de delação foi fechado na semana passada e aguarda análise do STF para ser homologado.
A equipe do ministro Mendonça deve verificar a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da negociação. O magistrado não participou da reunião, mas receberá um relatório com as conclusões dos assessores. O caso segue sob a relatoria de Mendonça.
As investigações indicam que a Entre Investimentos realizou transferências para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos. O Havengate teria recebido cerca de R$ 61 milhões atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para o projeto do filme.
O dinheiro teria sido direcionado após tratativas entre o empresário e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A produtora da obra negou ter recebido recursos diretamente de Vorcaro. O senador admitiu ter solicitado o financiamento, mas afirmou que a operação privada não teve irregularidades.
A apuração também analisa a atuação de Freixo Júnior como intermediário. Informações indicam que ele teria repassado ao menos R$ 10 milhões ao fundo norte-americano. O caso ganhou visibilidade após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede recursos a Vorcaro.

