Antonio Carlos Freixo Jr., primeiro delator das investigações sobre o Banco Master, tornou-se alvo da Operação Crédito Oculto nesta quinta-feira (24). A ação, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), investiga lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e representa a terceira fase da Operação Carbono Oculto.
Freixo, conhecido como “Mineiro”, é suspeito de ajudar os empresários Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, a esconderem a participação em negócios do setor. Ambos estão foragidos desde agosto de 2025, quando ocorreu a primeira fase da Carbono Oculto.
A apuração foca na atuação da Entre Investimentos, empresa de Freixo. O MP-SP investiga se a companhia ajudou a ocultar os controladores da Usina Itajobi, no interior de São Paulo, unidade suspeita de integrar um esquema bilionário de sonegação e lavagem de dinheiro.
A Entre também teria servido como “conta de passagem” na compra da distribuidora de combustíveis Terrana. O negócio envolveu fundos de investimento e pode ter movimentado R$ 153 milhões.
Em acordo de colaboração premiada anterior, Freixo admitiu ter sido operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. Naquela ocasião, ele confessou que empresas ligadas a ele geravam dinheiro em espécie e realizavam transações a pedido do banqueiro.
O Ministério Público informou à Justiça que o Grupo Entre mantém relações comerciais com companhias atribuídas à organização de Leme e Mourad. A Promotoria afirma que há indícios de que tais estruturas serviram para ocultação patrimonial.
A Operação Crédito Oculto utiliza documentos, contratos, mensagens e áudios apreendidos em etapas anteriores. A defesa dos investigados não foi localizada até a publicação da apuração da imprensa local.

