A desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 50%, enquanto 43% dos eleitores aprovam a gestão, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Os dados interrompem a melhora registrada anteriormente pelo presidente, embora as variações de dois pontos percentuais estejam no limite da margem de erro.
Na rodada anterior, publicada em 2 de setembro, a desaprovação era de 48% e a aprovação de 45%. A diferença entre os dois grupos subiu de três para sete pontos. O resultado ocorre a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial, em um cenário de disputa apertada.
Nas intenções de voto, Lula registra 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com 29%. Em uma simulação de segundo turno entre os dois nomes, ambos aparecem com 41% das intenções de voto.
O levantamento é o primeiro após novos desdobramentos do caso Banco Master, com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio tornou-se tema de campanha, mas a pesquisa não permite atribuir a oscilação na avaliação do governo a esse fato específico.
Lula evitou mencionar a crise no STF durante o pronunciamento de 7 de Setembro, focando em soberania nacional. A postura difere da estratégia de Flávio Bolsonaro e outros candidatos de direita, que cobraram respostas do Supremo durante atos realizados nesta segunda-feira.
No desfile em Brasília, o presidente dividiu a tribuna com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além do presidente do STF, Edson Fachin. Durante o evento, houve manifestações do público a favor do fim da escala 6×1, pauta da agenda do governo.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

