A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 50%, enquanto a aprovação caiu para 43%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, registrando estabilidade relativa com oscilações dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na rodada anterior, veiculada na semana passada, o índice de aprovação era de 45% e a desaprovação ficava em 48%. O novo levantamento ocorre após a divulgação de detalhes do caso Master, que envolve mensagens entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As mensagens, obtidas pela Polícia Federal (PF), mostram Vorcaro pedindo orientações e ajuda para sensibilizar autoridades dias antes de sua prisão. O episódio gerou crise interna na Corte entre Moraes e o ministro André Mendonça, que autorizou a quebra do sigilo da investigação.
O presidente Lula tem evitado citar diretamente o magistrado. Em vídeo gravado na sexta-feira (5), mencionou apenas a suspeita de envolvimento de agentes públicos e políticos no caso. No mesmo dia, o presidente conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, que tenta mediar a crise na instituição.
Lula também retomou a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após meses de afastamento. O governo busca apoio no Legislativo para pautas de campanha, como o fim da escala de trabalho 6×1. No desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o presidente esteve acompanhado de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta.
A aproximação com Motta é atribuída a interesses eleitorais na Paraíba, onde o parlamentar busca a eleição do pai, Nabor Wanderley, para o Senado com apoio do petista.


