Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Devastação da Amazônia ameaça sistema de chuvas na América do Sul
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Devastação da Amazônia ameaça sistema de chuvas na América do Sul

Carla Fernandes
Última atualização: 12 de setembro de 2026 11:14
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A devastação da Amazônia compromete a principal infraestrutura hídrica da América do Sul, conhecida como a maior máquina de chuva do planeta. Segundo pesquisadoras, a destruição do bioma já reduz o volume de precipitações em regiões do Brasil e da Bolívia, elevando as temperaturas e intensificando os períodos de seca.

O sistema funciona através da absorção de água do solo pelas árvores, que a lançam na atmosfera como vapor. Esse processo cria os chamados rios voadores, que espalham a umidade por todo o continente. Uma única árvore adulta pode liberar entre 200 e 300 litros de água diariamente, informou a pesquisadora Julia Valentim Tavares.

Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, afirmou que atividades como mineração, narcotráfico, desmatamento e queimadas atingem a conectividade do bioma. A perda dessa conexão afeta os ciclos de água, nutrientes e carbono em níveis locais e globais. A falta de água causada por esse desequilíbrio já provocou desabastecimento em Bogotá, na Colômbia, e cortes de energia em Quito, no Equador.

No arco do desmatamento, na borda sul da floresta, a temperatura subiu e as chuvas diminuíram na última década. Tavares investiga a resistência das árvores a essas secas, explicando que a falta de água no solo tensiona as estruturas internas da planta até que ocorra o rompimento, levando a árvore a morrer por sede.

A região enfrentou em 2024 a pior seca de sua história devido ao El Niño, fenômeno que afetou 88% da bacia amazônica. O cenário deixou a floresta mais vulnerável a incêndios, cujas nuvens de fumaça atingiram a Região Sudeste do Brasil. O risco de um novo super El Niño este ano preocupa as especialistas, pois a floresta pode deixar de absorver carbono e passar a emitir o gás, acelerando o aquecimento global.

Para reverter o processo, Peñaclaros defende a redução drástica das emissões de gases do efeito estufa e a substituição de combustíveis fósseis. A cientista disse que é necessário investir na restauração de áreas degradadas e na reconexão ecológica para evitar que a Amazônia atinja um ponto de não retorno.

Notícia Anterior Prédio em construção desaba e mata duas mulheres em São Paulo
Próximo notícia Iraque confirma que ataques a oleoduto saudita partiram de seu território
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta