O Distrito Federal chega ao fim de setembro com calor extremo e umidade em níveis baixos. Nesta terça-feira (29), a umidade relativa do ar caiu a 11% em Águas Emendadas, em Planaltina, o menor índice de 2026. A previsão é de chuva a partir de quinta-feira (1º), que pode ser intensa e localizada, com ventos e granizo.
Na segunda-feira (28), os termômetros alcançaram 35,5°C. No Plano Piloto, a umidade chegou a 12%. Segundo a meteorologista Thaís Cortez, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas devem continuar elevadas ao longo da semana e um novo recorde não está descartado.
A partir de sexta-feira (2), a máxima deve deixar a casa dos 35°C e cair para a faixa dos 32°C. No sábado, pode chegar a cerca de 30°C. O maior valor da série histórica do DF foi registrado em outubro de 2020, quando o Gama alcançou 37,8°C. Em Brasília, o recorde é de 36,5°C, também naquele mês.
Os 11% registrados nesta terça-feira em Águas Emendadas representam o menor índice do DF em 2026. A menor umidade já registrada no Distrito Federal foi de 7%, no Gama, em 3 de setembro de 2024. Em Brasília, o recorde é de 10%, registrado em 15 de setembro do mesmo ano.
Apesar dos extremos recentes, o Inmet avalia que a estiagem de 2026 está dentro do comportamento esperado para a época. Uma das principais diferenças deste ano foi a ausência de frio mais expressivo. Nenhuma frente fria atuou sobre o DF neste ano, mas houve registros de chuva em junho, agosto e setembro.
A previsão do Inmet indica chuva a partir de 1º de outubro, com possibilidade de continuidade durante o fim de semana. As precipitações podem ser intensas e localizadas, acompanhadas de fortes rajadas de vento, raios e eventual queda de granizo. Thaís explica que a primavera marca a passagem do inverno seco para o verão chuvoso.
Enquanto a chuva não chega, moradores do DF adaptam a rotina. O estudante de Geologia da Universidade de Brasília (UnB) Patrick Santos, de 19 anos, mudou o horário dos exercícios para a noite. A estudante Valéria de Oliveira, de 62 anos, suspendeu a caminhada matinal. A vendedora de marmitas Patrícia Pereira, que trabalha na UnB há sete anos, relata dificuldade para se hidratar.
O professor de Medicina Lucas Albanaz alerta que a necessidade de água varia conforme idade, peso e condições de saúde. O cardiologista Hober Fasciani recomenda evitar exercícios entre 10h e 17h, quando as temperaturas atingem os maiores valores e a umidade fica mais baixa.

