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Diretor da PF prepara resposta ao STF sobre crise institucional

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de setembro de 2026 16:16
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prepara os esclarecimentos que deve apresentar ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), até esta sexta-feira (11). Rodrigues permanece no comando da instituição após Fachin suspender decisões conflitantes de outros ministros da Corte sobre sua permanência no cargo.

A resposta do diretor-geral ocorre após o presidente do STF anular a decisão do ministro André Mendonça, que havia afastado Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e a determinação posterior do ministro Flávio Dino, que os reconduzia às funções. Fachin estabeleceu um prazo de 48 horas para que o chefe da PF apresente sua versão sobre os fatos.

Segundo a apuração, a defesa de Rodrigues deve argumentar que a Polícia Federal atuou conforme determinações judiciais. A expectativa é que o diretor tente afastar de si a responsabilidade pelo relatório que originou a crise, sustentando que as providências foram adotadas a partir de ordens do ministro Alexandre de Moraes.

O documento em questão é o ponto central do questionamento de André Mendonça, que determinou o afastamento preventivo da cúpula da PF ao suspeitar da legalidade da produção de informações sobre o próprio ministro.

Internamente, agentes da PF relatam apreensão com a exposição da corporação diante da proximidade das eleições. A avaliação é de que questionamentos sobre a cúpula da instituição podem ampliar a pressão política sobre operações que envolvem figuras do cenário eleitoral.

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu contra o afastamento inicial, alegando que a medida interferia em atribuição do presidente da República e causaria desorganização institucional. O presidente do STF também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

Uma sessão extraordinária do plenário do Supremo foi marcada para o dia 15 de setembro para discutir os desdobramentos do impasse.

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