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Distribuidoras de gás aumentam preço de botijões em Goiás

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de setembro de 2026 12:46
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Distribuidoras de gás anunciaram um aumento no preço do botijão de 13 quilos em Goiás, com reajustes entre R$ 3 e R$ 4 no valor de referência. O impacto final ao consumidor pode chegar a R$ 8 em cidades isoladas, colocando em risco a participação de revendedoras no programa Gás do Povo.

O reajuste ocorre anualmente em setembro para cobrir os aumentos salariais de funcionários de engarrafadoras e distribuidoras. Em Goiânia, o botijão é comercializado atualmente entre R$ 115 e R$ 120, embora parte dos estabelecimentos ainda não tenha repassado a alta anunciada no dia 1º de setembro aos clientes.

O programa Gás do Povo, no qual a Caixa Econômica Federal repassa R$ 104 pelo botijão, é o ponto mais crítico da medida. Revendedoras avaliam deixar de participar da política pública caso o governo federal não aprove um novo ajuste no valor do benefício.

Zenildo do Vale, presidente do Sindicato dos Agentes Autônomos do Comércio de Gás (Sinergás GO-MT-MS), afirmou que o aumento é abusivo e poderia ter sido de R$ 0,50. Segundo o dirigente, a alta é mais agressiva no interior porque pequenos revendedores dependem de caminhões de atacadistas para receber o produto.

A apuração indica que 90% dos depósitos em Goiás são pequenos, vendendo entre 300 e 1.500 botijões por mês, enquanto 10% são atacadistas. Vale explicou que, com o custo elevado no interior, a margem de lucro para quem entrega o gás do programa torna-se inexistente.

Para evitar a interrupção do benefício, o presidente do Sinergás sugeriu que as empresas responsáveis pelos reajustes avisem o governo com antecedência. A medida permitiria que o valor repassado pelo programa fosse ajustado simultaneamente ao preço de mercado.

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