O Programa de Segurança Nacional e Educacional, instituto do think tank The Foundation for Defense of Democracies (FDD), identificou que doações de países como Catar, Irã e China moldam o pensamento de estudantes do ensino fundamental e médio nos Estados Unidos, com repasses de US$ 11 milhões a 29 programas escolares.
A apuração do instituto rastreou a destinação de verbas estrangeiras que permitem a influência de regimes apoiadores do terrorismo internacional no sistema educacional americano. O monitoramento indica que os valores investidos representam apenas a parte inicial de um volume maior de recursos.
A diretora do programa, Brandy Shupatensky, informou que, em cursos de língua e cultura árabe, o ensino extrapola o idioma. Segundo Shupatensky, alunos recitam trechos do Corão e meninas são encorajadas a usar o hijab, o véu islâmico, transformando o ensino de cultura em prática religiosa.
O Irã utiliza o Banco de Desenvolvimento Islâmico para acessar instituições de ensino nos Estados Unidos. O governo iraniano é o terceiro maior acionista e membro da diretoria executiva do banco, o que permite influência direta sobre a aplicação dos fundos em 12 escolas monitoradas.
O cenário de influência estrangeira também é observado no ensino superior, com doações bilionárias do Catar a universidades como Harvard, Columbia e Cornell. Tais instituições tornaram-se centros de manifestações contra Israel e o Ocidente.
Enquanto isso, em Israel, o ano letivo iniciado em setembro enfrenta instabilidades. Desde 2020, o país não registra um período escolar sem interrupções, tendo passado pelo fechamento de escolas durante a pandemia, conflitos com o Hamas e ataques do Irã em abril de 2024.


