Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Documentos mostram que seleção de 1950 passou pouco tempo no Joá
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Documentos mostram que seleção de 1950 passou pouco tempo no Joá

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de setembro de 2026 14:17
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Uma pesquisa em jornais da época indica que a seleção brasileira de futebol passou apenas três noites na Casa dos Arcos, no Joá, entre 24 de junho e 16 de julho de 1950. O dado contradiz relatos de jogadores que, por décadas, atribuíram a derrota na Copa ao abandono do local antes do jogo contra o Uruguai.

A concentração na residência do banqueiro Drault Ernanny de Mello e Silva foi aberta em 31 de maio de 1950. No entanto, em 20 de junho, o técnico Flávio Costa determinou a desmobilização temporária do local para que os atletas retornassem a São Januário. A decisão foi motivada pela necessidade de preparo intensivo e por recomendações do Departamento Médico, que alertou sobre o frio na região.

A equipe retornou ao Joá após a vitória por 4 a 0 sobre o México, em 24 de junho, mas voltou a São Januário após a partida contra a Suíça, em 28 de junho. No dia 2 de julho, o Jornal dos Sports informou que os jogadores não retornariam mais ao Joá devido às baixas temperaturas noturnas.

O único retorno posterior ao local ocorreu por apenas uma noite, entre domingo e segunda-feira, 10 de julho, para evitar a curiosidade de torcedores após a goleada de 7 a 1 sobre a Suécia. A partir de então, a seleção permaneceu em São Januário até o fim do torneio.

A apuração refuta a tese de que a saída definitiva do Joá teria ocorrido após a vitória por 6 a 1 sobre a Espanha, em 13 de julho. Naquela ocasião, Flávio Costa chegou a sugerir o retorno à Barra da Tijuca para garantir tranquilidade antes da final, mas a ideia foi vetada pelo Departamento Médico por causa do frio.

Durante décadas, atletas utilizaram a falta de sossego nos alojamentos do Vasco da Gama e a decisão de deixar o Joá como justificativas para a perda do título. Os registros mostram, porém, que a equipe permaneceu a maior parte do tempo em São Januário, onde enfrentou a presença de torcedores e políticos às vésperas da derrota por 2 a 1 para o Uruguai, em 16 de julho.

Notícia Anterior Militares acusados de matar advogado Davi Sebba vão a júri
Próximo notícia Ex-cirurgião internado ajuda a criar Dicionário Oxford
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta