Um registro de óbito e dois anúncios de falecimento localizados em Munique, na Alemanha, indicam que Angela Maria Raubal, sobrinha de Adolf Hitler, foi encontrada morta às 10h15 de 18 de setembro de 1931, e não na manhã do dia 19, como se pensava. A nova data questiona o álibi cronológico do líder nazista, mas não prova participação dele na morte.
Os documentos foram localizados pelo pesquisador Harald Sandner. A nova data é relevante porque Hitler ainda estava em Munique na manhã do dia 18. Na versão tradicional, Geli teria sido encontrada morta somente no dia seguinte, quando o tio já estava em Nuremberg.
Filha de Angela Raubal, meia-irmã de Hitler, e de Leo Raubal, Geli tinha 23 anos quando morreu. Ela se mudou para o apartamento do tio em Prinzregentenplatz em 1929. Segundo a versão oficial, teria cometido suicídio com uma pistola Walther de Hitler.
Thomas Weber, da Universidade de Aberdeen, recebeu os papéis com desconfiança, mas após análise concluiu que Raubal pode ter morrido um dia antes do que se assumia. Ele ressalta que a conclusão depende da autenticidade dos documentos, que não trazem a hora da morte, quem disparou ou se Hitler estava presente.
Em 18 de setembro de 1931, Hitler participou de atividade partidária em Munique e, ao chegar em casa, discutiu com Geli, que queria viajar para Viena. Ele negou a briga e disse que a viagem era para uma consulta sobre carreira de cantora. Por volta das 14h45, deixou Munique rumo a Nuremberg.
No dia seguinte, o funcionário Georg Winter teria encontrado o quarto trancado por dentro, forçado a entrada e visto a governanta morta.


