O dólar comercial fechou com queda de 0,25% nesta quinta-feira (17), cotado a R$ 5,1392, enquanto o Ibovespa avançou cerca de 0,5% e encerrou o pregão aos 186 mil pontos. O movimento reflete as decisões de redução de juros do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e do Banco Central, no Brasil.
A moeda norte-americana recuou R$ 0,0129 em relação ao fechamento anterior, acumulando queda de 6,37% no ano. O ativo chegou a operar em alta durante o dia, reagindo ao anúncio do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que deve impactar as contas públicas em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
No mercado acionário, o índice foi sustentado por empresas de grande peso, com destaque positivo para os papéis da Embraer e da Vale na abertura dos negócios. Às 10h13, o Ibovespa registrava alta de 0,19%, aos 185.901 pontos.
Internacionalmente, investidores reagiram ao corte da taxa básica de juros do Federal Reserve. A medida reduziu os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pressionou o dólar globalmente, elevando em 0,6% o índice das bolsas latino-americanas.
No cenário doméstico, o mercado avalia a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, na quarta-feira (16). Este foi o quinto corte consecutivo do colegiado.
A autoridade monetária informou que a medida é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta. O Banco Central disse que acompanhará a evolução da atividade econômica, as expectativas de inflação e o cenário externo.
Investidores também monitoram a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. As propostas dos candidatos e a gestão das contas públicas seguem no radar do mercado, junto ao fluxo de recursos para países emergentes.


