O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, com alta de 0,47%. O movimento foi impulsionado pela aversão ao risco nos mercados internacionais, a elevação dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a instabilidade nas negociações entre Washington e Teerã.
A cotação iniciou o dia em R$ 5,16 e atingiu a máxima de R$ 5,202 por volta das 15h. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 0,26% em setembro, embora registre queda de 5,39% no ano. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas, subia 0,14% até as 17h.
O rendimento do título público estadunidense de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, superando a marca de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Taxas mais elevadas nos títulos do Tesouro, considerados os ativos mais seguros do mundo, estimulam a retirada de capital de países emergentes.
Para conter a volatilidade, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos, operação em que a autoridade monetária vende dólares com compromisso de recomprar os valores em alguns meses. A medida ocorre após o BC informar que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões entre 1º e 18 de setembro.
O Ibovespa fechou em queda de 0,99%, aos 183.965,91 pontos. O recuo acompanhou a piora do ambiente externo e a divulgação de novas projeções econômicas do Banco Central, que reduziu a estimativa de crescimento do PIB para 2026 de 2% para 1,8%. O governo também elevou a previsão de déficit efetivo para 2026 para R$ 80,9 bilhões.
No mercado de commodities, o petróleo tipo Brent subiu 3,41%, chegando a US$ 106,60 por barril. O tipo WTI avançou 2,65%, cotado a US$ 94,61. A alta reflete incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e as negociações entre Estados Unidos e Irã.

