O dólar fechou com alta de 1,28%, cotado a R$ 5,1682, nesta quarta-feira (23). O avanço foi impulsionado por dados de atividade econômica acima do esperado nos Estados Unidos e pela valorização do petróleo, após a frustração em negociações entre Washington e Teerã, o que elevou a aversão ao risco global.
A moeda norte-americana rompeu o teto de R$ 5,15 no fim da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,1760 durante a tarde. O valor de fechamento é o maior registrado desde 31 de agosto. Apesar da alta diária, o dólar acumula recuo de 0,23% no mês e queda de 5,84% no ano.
O índice de gerentes de compras (PMI) composto dos Estados Unidos subiu em setembro, atingindo o maior nível em 62 meses. Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, os números reforçam a resiliência da economia americana após a elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), mantendo o combate à inflação como prioridade.
No mercado de energia, o contrato do petróleo Brent para novembro fechou com alta de 2,84%, a US$ 98,12. O avanço ocorreu após a ausência de progresso nas conversas entre os Estados Unidos e o Irã, reacendendo receios inflacionários. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a reunião de terça-feira foi positiva, mas não houve avanço nas negociações.
O Ibovespa caiu 0,86%, fechando aos 185.814,09 pontos, com giro financeiro de R$ 20 bilhões. A bolsa reagiu à cautela externa e a dados de pesquisa Atlas/Bloomberg, que indicam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro para um eventual segundo turno.
Os juros futuros na B3 também subiram. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,53% para 13,555%. O movimento acompanhou a escalada dos Treasuries americanos, com o rendimento da T-note de 10 anos atingindo o maior nível desde julho de 2007.


