Dormir com o cabelo molhado pode fragilizar os fios e propiciar o surgimento de caspa e infecções cutâneas, segundo dermatologistas. Embora não cause resfriados, a prática favorece a proliferação de fungos no couro cabeludo e o crescimento de mofo em travesseiros, o que pode irritar as vias respiratórias.
A água enfraquece a estrutura proteica do cabelo, tornando-o mais elástico e suscetível a quebras. Timothy Schmidt, dermatologista da Universidade de Utah Health, explica que o fio molhado é mais frágil do que o seco. Um estudo de 2015 indica que esticar as fibras capilares entre 30% e 70% de seu comprimento original pode causar danos, processo que ocorre facilmente durante a fricção no sono.
O ambiente úmido e quente também é propício para a ação de micróbios. A dermatologista Noelle Sherber afirma que bactérias e germes prosperam nessas condições. Ela cita a espécie Malassezia, que se acumula no couro cabeludo e provoca descamação, podendo ser confundida com caspa ou gerar espinhas com coceira no rosto e na parte superior do corpo.
Além da caspa, a umidade pode levar ao surgimento de pústulas — pequenas feridas inflamadas com pus — e à foliculite bacteriana ou fúngica. Dependendo da origem da infecção, os inchaços podem ser persistentes e exigir o uso de medicamentos orais para o tratamento.
Sobre a saúde respiratória, especialistas apontam que roupas de cama úmidas estimulam o crescimento de mofo, irritando as vias aéreas. Por esse motivo, médicos recomendam a lavagem semanal das fronhas, que são propensas ao acúmulo de bactérias.
Para evitar esses problemas, a recomendação é secar o cabelo antes de dormir. Em casos de fios longos, sugere-se amarrá-los em um rabo de cavalo frouxo e utilizar fronhas de seda ou cetim para reduzir o atrito.

