O deputado Douglas Ruas (PL), candidato ao Governo do Rio, defendeu nesta terça-feira (15) a troca de elogios feita com o ex-governador Cláudio Castro e negou a existência de excesso de cargos sob sua gestão na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Durante sabatina, Ruas foi questionado sobre manifestações positivas trocadas com Castro no início do ano, enquanto formava sua chapa de campanha. Em fevereiro, Castro afirmou que o correligionário estava preparado para dar continuidade ao seu trabalho. Em março, Ruas declarou que o ex-governador construiu um ciclo de desenvolvimento e planejamento no estado.
O candidato afirmou que não mudou de opinião quanto aos investimentos em infraestrutura realizados na gestão anterior. Ruas foi secretário de Cidades por quase três anos, embora atualmente critique a administração estadual nas áreas de Educação e Segurança Pública.
Sobre o quadro de mais de 5.700 funcionários da Alerj, órgão que preside desde abril, o deputado disse que não criou nenhum cargo novo. Ele argumentou que o crescimento da despesa do estado não tem origem nesse ponto e que não houve excessos dentro da competência da presidência.
Ruas explicou que os deputados possuem autonomia para nomear até 40 cargos em seus gabinetes. Segundo ele, a presidência da Alerj não tem competência para interferir nessas nomeações individuais.
Na entrevista, o político chamou Flávio Bolsonaro (PL) de “futuro presidente” e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ruas afirmou que Lula deveria ter sido banido da política devido a condenações por irregularidades.


