Drones ucranianos atingiram, nesta quarta-feira (9), uma instalação industrial em Novy Urengoy, no Distrito Autônomo de Yamalo-Nenets, região do Ártico russo. O alvo, situado a 2,8 mil quilômetros da fronteira ucraniana, provocou um incêndio em um complexo de combustíveis e energia, sendo o ponto mais distante já alvejado por Kiev.
Dmitry Artyukhov, governador de Yamalo-Nenets, confirmou o incêndio na unidade industrial, embora não tenha detalhado a extensão dos danos. O governo federal russo informou que a estrutura atingida é um complexo de energia e combustíveis. A imprensa ucraniana afirmou que o alvo era uma unidade da Gazprom, empresa que não se manifestou sobre o ocorrido.
O ataque utilizou uma versão modificada do drone FP-1, da empresa Fire Point, com alcance estimado de 2,7 mil quilômetros. A operação superou o recorde anterior de distância percorrida por drones ucranianos, que era de 2,5 mil quilômetros em um ataque contra Omsk, na Sibéria Ocidental.
A região de Yamalo-Nenets, parcialmente localizada no Círculo Polar Ártico, é responsável por 80% da produção de gás natural da Rússia. A ofensiva faz parte de uma estratégia de Kiev para elevar os custos econômicos do conflito ao atingir o setor de energia, pilar do financiamento militar de Vladimir Putin.
Ações semelhantes contra refinarias e unidades de processamento de gás nos últimos meses reduziram a produção de combustíveis russos aos menores níveis em mais de duas décadas. O cenário forçou Moscou a importar combustíveis no mês passado para suprir a demanda interna, gerando filas em postos de gasolina.
A agência RIA confirmou que restrições foram impostas nesta quarta-feira na região de Khanty-Mansiysk, responsável por quase 40% da produção de petróleo do país. Autoridades locais incluíram ataques com drones em uma lista de ameaças iminentes à população no início da semana.


