O cantor Ed Sheeran afirmou, nesta terça-feira (15), que a saída do rapper Macklemore da etapa americana de sua turnê “Loop” foi decidida por promotores e proprietários de locais. A medida ocorreu após o rapper declarar apoio à Palestina durante apresentações nos dias 4 e 5 de setembro no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Em publicação nas redes sociais, Sheeran disse que tentou encontrar uma solução durante a semana para manter Macklemore na programação. O músico britânico afirmou que os produtores locais avisaram que retirariam as apresentações caso o rapper continuasse na turnê, alegando que a decisão foi final.
O conflito começou quando Macklemore, como atração de abertura, usou o palco para dizer “Free Palestine” e apresentou a música “Hind’s all”, lançada em 2024. Na canção, o rapper descreve a destruição de territórios palestinos por Israel como um “genocídio” e critica plataformas digitais. O videoclipe exibido na ocasião mostrava imagens de Gaza e protestos estudantis nos Estados Unidos.
Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium e do time New England Patriots, confirmou ter impedido a apresentação de Macklemore em seu estádio. Kraft justificou a decisão citando retórica que considera antissemita e ofensiva à comunidade judaica, afirmando que ignorar as ações do Hamas contribui para a divisão e o ódio.
Macklemore informou que Kraft teria conversado com outros donos de estádios para estabelecer um ultimato: se ele permanecesse na turnê, não poderia se apresentar em nenhum local. O rapper afirmou que sua mensagem era de paz e defesa da dignidade humana, distinguindo a crítica a Israel de hostilidade contra judeus.
Sheeran declarou estar “horrorizado” com o conflito entre Israel e Palestina, classificando-o como uma “tragédia humana”. O cantor justificou não usar sua plataforma profissional para política por ter um público que inclui crianças de diversas origens, afirmando que as pessoas não esperam encontrar um fórum político em seus shows.
A polêmica foi acompanhada por pressões de organizações como a Liga Antidifamação (ADL) e o StopAntisemitism, além de uma petição do Conselho Israelense-Americano. A turnê segue pela América do Norte, com encerramento previsto para 7 de novembro, em Tampa, na Flórida.


