O El Niño de 2026-2027 está se fortalecendo rapidamente e pode se tornar um dos mais intensos já registrados, segundo a MetSul Meteorologia. Com base em modelos climáticos, a previsão é que o fenômeno atinja seu pico entre novembro e dezembro, com anomalias de temperatura da superfície do mar próximas de +4°C.
A região do Pacífico conhecida como Niño 3.4 apresentava, na primeira semana de setembro, uma anomalia de +2,7°C. O dado consta no boletim semanal da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, e utiliza o índice ONI para determinar a intensidade do fenômeno.
A temperatura de +2,7°C já classifica o evento como um Super El Niño. O que chama a atenção de especialistas é a velocidade do aquecimento: o nível de +2°C foi alcançado em julho de 2026, enquanto em episódios marcantes de 1982, 1997 e 2015 esse patamar só foi atingido entre setembro e novembro.
Um levantamento com dados da NOAA mostra que o maior pico de temperatura em um Super El Niño ocorreu em 18 de novembro de 2015, com 3,0°C. O segundo maior valor foi de 2,6°C, registrado em 29 de dezembro de 1982. Nenhum evento moderno atingiu a categoria de Super El Niño tão cedo quanto o atual.
A comparação histórica da MetSul indica que, na primeira semana de setembro, a anomalia era de 1,6°C em 2023, 1,7°C em 2015, 2,1°C em 1997 e 0,6°C em 1982. O evento atual já supera episódios das últimas décadas.
Modelos numéricos indicam que a intensidade máxima deve ocorrer no final do ano. A mediana dos dados aponta que a anomalia pode chegar a +4°C, valor que superaria todos os registros do século 20 e entraria em um território inédito nos 170 anos de observação do fenômeno.


