O Centro de Previsão Climática do Serviço Nacional de Clima dos Estados Unidos confirmou, em relatório publicado nesta terça-feira (8), que as temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial subiram em julho e agosto. A tendência é que o El Niño se torne mais intenso e dure mais do que em anos anteriores.
O documento indica que há chances acima de 90% para a ocorrência de eventos extremos durante a primavera e o verão. O fenômeno ocorre quando as águas superficiais da região equatorial do Pacífico ficam mais quentes que o normal, resultado do enfraquecimento dos ventos alísios que distribuem o calor para a Ásia e a Oceania.
A Organização Meteorológica Mundial (WMO), com sede em Genebra, na Suíça, também afirmou que o evento está fortemente estabelecido. Segundo a agência, a intensidade deve crescer nos próximos meses, provocando grandes impactos nas chuvas e nos regimes de temperatura.
O aquecimento das águas equatoriais do Pacífico é tão elevado que a WMO prevê que a influência do El Niño nos regimes climáticos se mantenha, pelo menos, até fevereiro. Essa duração é superior ao padrão habitual do fenômeno.
A organização alertou que a persistência do quadro eleva os riscos associados a enchentes, secas e episódios de calor extremo em diversas regiões.

