A Electrolux iniciou uma reestruturação mundial que prevê o fechamento de fábricas e a demissão de aproximadamente 3 mil funcionários nos próximos três anos. A fabricante sueca pretende reduzir custos e tornar a estrutura industrial mais competitiva, com economia estimada em 1,4 bilhão de coroas suecas no terceiro ano do programa.
A companhia já encerrou as atividades de uma unidade em Santiago, no Chile, no fim de abril de 2026, onde trabalhavam cerca de 400 pessoas. A empresa continua atuando no mercado chileno, mas os produtos serão abastecidos por outras unidades do grupo e fornecedores externos.
Na Hungria, a produção de geladeiras em Jászberény será encerrada até o final de 2026. A unidade emprega aproximadamente 600 trabalhadores. Segundo a Electrolux, a decisão decorre da demanda estagnada e da pressão sobre os preços. A empresa avalia a venda do terreno de 47,5 hectares onde funciona a planta.
Nos Estados Unidos, a fábrica de Anderson, na Carolina do Sul, encerrou a produção de geladeiras e freezers em julho de 2026. A operação passará a produzir equipamentos de lavanderia a partir do primeiro semestre de 2027, em parceria com a chinesa Midea. A mudança deve afetar 1.500 funcionários em 2026, mas a empresa planeja contratar até 1.200 trabalhadores entre 2027 e 2028.
Na Itália, a reestruturação gera conflitos com sindicatos. Há um plano para cortar 1.450 postos de trabalho e a possibilidade de fechamento da fábrica de Cerreto d’Esi, que produz coifas e emprega cerca de 170 pessoas. A ameaça de encerramento provocou uma greve nacional nas operações italianas na última terça-feira (15).
A redução líquida de 3 mil postos globais, em uma empresa que tinha 39 mil funcionários em 2025, poderá ocorrer via demissões, encerramento de contratos ou não reposição de vagas. A multinacional afirma que o objetivo é adequar a estrutura industrial à demanda atual.


