A parcela de eleitores que não confia no trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) é de 45%, enquanto 42% dizem confiar muito ou um pouco na Corte, segundo pesquisa Indexa divulgada nesta terça-feira (15). Os grupos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.
A Polícia Federal (PF) apresenta índices de aceitação superiores, com a confiança de 70% dos entrevistados. Desse total, 37% afirmam confiar muito e 33% confiam um pouco na instituição, enquanto 18% declararam não confiar.
A desconfiança no Supremo é maior entre eleitores de direita não bolsonarista, com 55%, e bolsonaristas, com 54%. No centro, o índice é de 46%. Entre lulistas ou petistas, a desconfiança é de 35%, caindo para 30% entre quem se identifica com a esquerda não lulista.
O recorte por voto no segundo turno de 2022 reforça a divisão. Entre quem votou em Jair Bolsonaro (PL), 55% não confiam no STF e 34% expressam algum grau de confiança. Já entre os eleitores de Lula (PT), a desconfiança é de 34% contra 51% de confiança.
A PF mantém a maioria da confiança em todos os espectros políticos. A soma de quem confia muito ou um pouco chega a 78% na esquerda não lulista, 70% entre lulistas ou petistas, 69% no centro, 68% entre bolsonaristas e 68% na direita não bolsonarista.
A renda também influencia a percepção. A desconfiança no Supremo é de 51% entre entrevistados com renda domiciliar superior a cinco salários mínimos, contra 40% dos que recebem até dois salários. Na PF, a confiança é de 74% e 65% nesses mesmos grupos, respectivamente.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 10 e 13 de setembro. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.


