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Embaixador dos EUA pede punições graves para colonos em Israel

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de setembro de 2026 15:48
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, pediu neste sábado (5) que sejam aplicadas “consequências graves” contra colonos israelenses que atacam a população palestina na Cisjordânia. Durante visita à cidade de Turmus Ayya, o diplomata também negou a existência de planos para deslocar forçadamente os palestinos da Faixa de Gaza.

Huckabee se reuniu com palestino-americanos que relataram ter sofrido ataques de colonos. O embaixador afirmou a repórteres que crime e terrorismo devem ser tratados com rigor e que quem comete tais atos deve esperar punições severas.

A ida do diplomata à região ocorre em um período de aumento dos ataques de colonos contra palestinos. Huckabee declarou que as comunidades têm direito à segurança e que o governo possui a responsabilidade de garantir essa proteção.

A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967. Atualmente, cerca de 500 mil colonos vivem em assentamentos considerados ilegais pelo Direito Internacional, em território cercado por três milhões de palestinos.

Sobre a Faixa de Gaza, Huckabee disse categoricamente que os israelenses não planejam remover pessoas contra a própria vontade. A declaração rebate a proposta do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, apresentada na quinta-feira.

Ben Gvir sugeriu a expulsão de 250 mil palestinos de Gaza no prazo de um ano. O ministro, integrante da coalizão no poder, propôs que os demais habitantes, de um total de aproximadamente dois milhões de pessoas, deixassem o território nos seis anos seguintes.

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