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Embraer e SPX fundem negócios de cibersegurança em nova empresa

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 13:55
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A Embraer e a SPX Capital anunciaram nesta quinta-feira (3) a fusão de seus negócios de cibersegurança para criar uma nova empresa. A companhia, que ainda não tem nome definido, inicia as atividades com faturamento anual de R$ 700 milhões, 900 funcionários e uma base de 600 clientes.

A nova estrutura resulta da união entre a Tempest Security Intelligence, da fabricante de aviões, e a Vision Cybersecurity, da gestora independente. O negócio não envolveu transação financeira, sendo realizado apenas via troca de ações. A SPX Capital será a controladora e maior acionista, enquanto a Embraer permanece como acionista relevante.

André Fleury, CEO da Vision Cybersecurity, assumirá o comando da nova companhia. João Lins, atual CEO da Tempest, passará a atuar como vice-presidente de tecnologia e inovação. Segundo Fleury, o objetivo é consolidar a operação no mercado brasileiro para posteriormente expandir a atuação para a América Latina e América do Norte.

A Tempest foi fundada em 2000 no Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) e adquirida pela Embraer em 2020, focando em clientes com faturamento superior a R$ 1 bilhão. Já a Vision, comprada pela SPX em janeiro de um braço da ISH Tecnologia, atende empresas de porte médio. Ambas as companhias prestam serviços de análise de vulnerabilidade e operam Centros de Operação de Segurança (SOC).

As marcas Vision e Tempest serão preservadas inicialmente, com as operações seguindo independentes até o fechamento do negócio. As sedes regionais em Recife (PE) e Vitória (ES), além da operação em São Paulo (SP), serão mantidas. O aporte de até R$ 400 milhões feito pela SPX na compra da Vision em janeiro será utilizado na integração e em investimentos iniciais.

A conclusão da fusão depende de aprovações regulatórias, incluindo a do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A estratégia prevê o uso da resposta preemptiva para neutralizar ameaças digitais antes que ocorram.

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