A Cacauaré, empresa familiar do Pará, é a única representante da região Norte na final nacional do 6º Prêmio Impactos Positivos. O empreendimento disputa a categoria Tração/Escala entre seis selecionados em todo o Brasil com uma proposta de transformar o cacau nativo da Amazônia em produtos para gerar renda e conservar a floresta.
Fundada em 2021 por Nilce Maia, conhecida como Preta Maia, e suas filhas Noanny, Naianny e Neilanny, a empresa contou com a colaboração do chocolatier Cesar De Mendes desde o início. A produção é baseada no cacau nativo de várzea de Mocajuba, no Baixo Tocantins, unindo inovação e conservação produtiva.
A linha de produtos da marca inclui chocolate 100%, nibs, granolas e cacau cerimonial, além de vivências culturais. Segundo Noanny Maia, o modelo de negócio busca garantir que a floresta em pé tenha maior valor econômico do que a área derrubada.
A trajetória da empresa envolveu apoio de famílias do Baixo Tocantins, universidades, programas de aceleração e organizações de bioeconomia. O Sebrae no Pará atuou na formação da gestão por meio de consultorias e do programa Empretec, iniciado em 2022.
Entre as premiações recentes, a Cacauaré obteve o segundo lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em 2023 e venceu a mesma categoria nos âmbitos regional e nacional no ano seguinte. Em 2025, a empresa entrou na incubação da OKA Hub e, em 2026, participou de missão internacional na China pelo programa Caminhos do Sul Global.
A etapa final do Prêmio Impactos Positivos conta com votação do público no portal oficial da premiação. O processo permite um voto por CPF e segue aberto até esta sexta-feira (18).

