Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) em investigações do caso Master revelam que o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado do ministro Gilmar Mendes, aconselhou o banqueiro Daniel Vorcaro a se aproximar do magistrado em abril de 2024, sob a justificativa de que a relação seria importante para o futuro.
Nas conversas interceptadas, Feitosa se apresenta como uma ponte entre o dono do Banco Master e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário utiliza termos de proximidade ao se referir a Vorcaro, chamando-o de “irmão” e “grande amigo”.
O material foi apreendido pela PF durante o andamento do inquérito que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master. Os diálogos mostram a tentativa de estabelecer um canal direto de comunicação com o integrante da Suprema Corte.
A apuração indica que a recomendação de aproximação ocorreu há mais de dois anos, no contexto das atividades do grupo financeiro. O teor das mensagens foi divulgado com base nos autos da investigação policial.


