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Endometriose causa desgaste emocional e afeta saúde mental de mulheres

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 04:39
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A endometriose, condição caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, pode provocar esgotamento emocional e impactos na saúde mental. Especialistas afirmam que a convivência prolongada com dores intensas e a demora no diagnóstico geram sobrecarga psíquica, afetando o sono, a disposição e a vida social das mulheres.

A doença manifesta-se por meio de cólicas intensas, dor pélvica, desconforto em relações sexuais e dores ao urinar ou evacuar, especialmente durante o ciclo menstrual. Segundo o ginecologista Diler Pereira da Silva, a naturalização da dor menstrual é um dos principais obstáculos para as pacientes, que muitas vezes adaptam compromissos e atividades ao mal-estar.

O psiquiatra Ciro Jorge explica que a necessidade de adaptação permanente a uma condição crônica pode resultar em ansiedade, irritabilidade, cansaço emocional e perda de interesse em atividades prazerosas. Esse desgaste é intensificado quando a paciente sente que seus sintomas são ignorados ou classificados como normais por terceiros.

A investigação médica precoce é recomendada para evitar que a dor se torne incapacitante. O acompanhamento psicológico ou psiquiátrico pode ser indicado em conjunto ao tratamento ginecológico nos casos em que há sofrimento emocional significativo.

A relação da doença com a fertilidade também gera preocupações, embora não signifique necessariamente dificuldade para engravidar. A ginecologista Rosaly Bustelo Saab, especialista em reprodução humana, afirma que a capacidade reprodutiva deve ser avaliada individualmente, considerando a idade, a reserva ovariana e a extensão da doença.

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