Os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner reuniram-se neste domingo (6) com o presidente ucraniano Volodimir Zelensky em Kiev. A visita ocorre após conversas do fim de semana com o presidente russo Vladimir Putin, em Moscou, e é a primeira vez que os emissários de Donald Trump viajam à capital ucraniana.
Para viabilizar a rodada de negociações, Putin decretou a suspensão dos bombardeios contra Kiev por três dias, de sábado a segunda-feira. A Ucrânia também anunciou a interrupção de ataques contra Moscou no mesmo período. O líder russo afirmou que garantirá a segurança dos emissários dos Estados Unidos.
Zelensky informou que assessores europeus de segurança participarão das conversas. O presidente ucraniano declarou que a Ucrânia mantém uma postura construtiva e busca acelerar o fim da guerra por meio de propostas coordenadas e realistas, ressaltando a necessidade de garantias de segurança.
A Casa Branca informou, em comunicado, que Witkoff e Kushner discutiram planos substanciais em Moscou no sábado, cujos próximos passos serão anunciados nas próximas semanas. Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, classificou a reunião com os americanos como construtiva e baseada na confiança.
Apesar da trégua nas capitais, as hostilidades seguem em outras regiões. A força aérea ucraniana relatou que Moscou atacou o país com 108 drones e mísseis entre sábado e domingo, atingindo 11 localidades e ferindo três civis. O exército russo declarou ter neutralizado 258 drones ucranianos, com a morte de um homem na região de Belgorod.
Donald Trump, que prometeu encerrar o conflito em 24 horas após retornar à Casa Branca em janeiro de 2025, afirmou ter uma “ideia para a paz”, mas não detalhou se o plano envolve a cessão de territórios ucranianos. Até o momento, as mediações de Washington não produziram avanços concretos para o fim da guerra.

