Lideranças da esquerda pediram, nesta quarta-feira (2), a abertura de investigações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). As cobranças surgiram após a divulgação de mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, utilizou reportagem da revista Piauí para questionar a relação entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro. O texto aponta um sétimo repasse de Vorcaro para a produção de Dark Horse, filme biográfico de Jair Bolsonaro. Segundo Silva, o candidato negou inicialmente a existência de repasses para um fundo nos Estados Unidos, mas admitiu a transação posteriormente.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder do governo na Câmara, afirmou em vídeo que qualquer candidato à Presidência envolvido em irregularidades com o Banco Master deve ser investigado. Pimenta declarou que todos os personagens citados nas denúncias devem ser exemplarmente punidos.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, criticou o sigilo nas investigações sobre Flávio Bolsonaro. Haddad questionou a seletividade dos vazamentos de informações da Polícia Federal e indagou por que o candidato estaria sendo preservado em comparação a outros senadores ou ministros do Supremo.
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, pediu que o plenário do STF torne públicos os documentos sobre Flávio Bolsonaro, da mesma forma que fez com os documentos do ministro Moraes.
O ministro André Mendonça, relator do caso Master, também foi alvo de críticas de Pedro Uczai (PT), Jandira Feghali (PCdoB) e Sâmia Bomfim (PSOL). Mendonça confirmou ter se reunido com Vorcaro em março de 2025, antes de assumir a relatoria, alegando que o encontro ocorreu por iniciativa do empresário e que ele apenas o ouviu.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) afirmou que Moraes, Mendonça e Flávio Bolsonaro devem prestar explicações sobre as denúncias. Farias declarou que a defesa desse princípio de transparência é a base do posicionamento do grupo.

