Parlamentares de esquerda associaram, nesta terça-feira (15), a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ministro Alexandre de Moraes ao cenário eleitoral. O grupo defendeu a divulgação de dados de investigações que envolvem Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, antes do dia 4 de outubro.
A deputada federal e candidata à reeleição Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que Flávio Bolsonaro é o único candidato a presidente envolvido no escândalo do Banco Master. A parlamentar defendeu a quebra de sigilo e a divulgação de informações sobre o caso, alegando que o julgamento de Moraes possui motivação política.
Segundo Feghali, o STF tem a chance de reforçar seu papel institucional ou ceder à pressão do bolsonarismo. Ela disse que espera que a Corte saia fortalecida da crise, em defesa da Constituição e da democracia.
O ex-deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) declarou que a abertura de investigação contra Moraes foi montada para desviar a atenção das suspeitas sobre Flávio Bolsonaro. Valente afirmou que o episódio ganhou dimensão eleitoral a 20 dias do pleito.
Valente acusou também o ministro André Mendonça de omitir por três meses a existência de investigação contra Flávio Bolsonaro por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) repercutiu declarações do ministro Flávio Dino sobre a magistratura brasileira. Dino afirmou, durante a sessão, que o momento atual é o mais corrupto da história do Judiciário no Brasil.
O plenário do STF analisa se as investigações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, devem ser aprofundadas. A apuração utiliza mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro.

