Atividades que desafiam a memória, a atenção e o raciocínio favorecem a construção da reserva cognitiva e a autonomia de pessoas com mais de 60 anos, segundo a especialista em estimulação cognitiva Erica Oliveira. A prática deve ser integrada a hábitos saudáveis, como exercícios físicos e sono reparador, para garantir a saúde cerebral.
Oliveira, franqueada do Supera, explica que a estimulação cognitiva é fundamental para manter o cérebro ágil e funcional. A especialista afirma que o cuidado com a mente deve ocorrer em todas as fases da vida, sem a necessidade de esperar que surjam dificuldades para iniciar o fortalecimento cerebral.
Para Luiz Henrique Moraes, de 65 anos, a prática serve como complemento à recuperação após um acidente vascular cerebral (AVC). O engenheiro mecânico, aluno da rede há seis anos, disse que a estimulação fortalece sua autoconfiança e autonomia, além de proporcionar a manutenção de ciclos de amizade com pessoas da mesma faixa etária.
A metodologia do Supera trabalha a mente de forma integrada, exigindo simultaneamente percepção, planejamento e flexibilidade cognitiva. A especialista ressalta que a ferramenta não substitui acompanhamentos médicos, psicológicos, fisioterapêuticos ou fonoaudiológicos, mas oferece um ambiente estruturado para a prática de habilidades enfraquecidas.
Maíra Armanelli, de 74 anos, pedagoga e psicóloga, frequenta o curso há três anos. Ela compara a estimulação cognitiva à fisioterapia, afirmando que ambos os processos trazem mais autonomia e qualidade de vida. Segundo a aluna, os exercícios auxiliam na organização de tarefas complexas e na agilidade do raciocínio.
A especialista recomenda que as pessoas evitem o “piloto automático” no cotidiano. Para isso, sugere a aprendizagem de novos idiomas ou instrumentos, a leitura, jogos de tabuleiro, desafios lógicos e a alteração de rotas conhecidas. A rede Supera, criada há 20 anos, atende pessoas a partir dos cinco anos de idade.

