Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de setembro de 2026 09:23
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O melanoma pode se manifestar em estruturas extracutâneas, como olhos, mucosas da cavidade oral e órgãos dos sistemas genital e digestório, segundo a 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, da Fundação do Câncer. Esse tipo de neoplasia maligna é considerado mais agressivo e letal que o câncer de pele.

A análise de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cutâneos, enquanto 5,7% eram oculares e 2,5% de mucosa. Entre 1990 e 2021, foram registrados 1.324 novos casos de melanoma extrapele no Brasil, sendo 801 em mulheres e 523 em homens. O olho foi a principal localização primária, concentrando 75% dessas ocorrências.

O consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, afirmou que o controle da doença depende do diagnóstico precoce e do tratamento oportuno. No Sistema Único de Saúde (SUS), o padrão é a cirurgia da lesão primária e a remoção de linfonodos. Entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o tratamento inicial em 84,7% dos casos de melanoma de pele no país.

A Região Sudeste registrou o maior percentual de cirurgias iniciais, com 89,6%, enquanto o Norte teve o menor índice, com 64,4%. O estudo também identificou que 20,2% dos pacientes do Centro-Oeste precisaram se deslocar para outras localidades para obter tratamento oncológico, o que Scaff classifica como um gargalo no acesso à assistência especializada.

Sobre as terapias, Scaff disse que a imunoterapia elevou a melhora clínica de pacientes com melanoma avançado de menos de 10% para até 70%, superando a quimioterapia. No entanto, o coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Gélcio Mendes, explicou que as evidências de efetividade da imunoterapia para o melanoma extracutâneo são escassas.

O alto custo dos medicamentos permanece como barreira para pacientes do SUS. Mendes informou que tramitam modificações no marco legal para ampliar o programa de Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco). Scaff acrescentou que o fluxo logístico para a distribuição desses remédios de alta tecnologia ainda está sendo discutido e remodelado pelo Ministério da Saúde.

Notícia Anterior Brasil precisa dobrar investimentos em infraestrutura para zerar déficit
Próximo notícia Lily Allen faz primeira turnê mundial sem álcool e drogas
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta