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Leitura: Estudo identifica uso indevido de inteligência artificial em conteúdos políticos
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Estudo identifica uso indevido de inteligência artificial em conteúdos políticos

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de setembro de 2026 01:19
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Um levantamento do Observatório IA nas eleições, realizado pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou 413 conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial nas redes sociais entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026. Quase dois em cada três materiais não sinalizaram o uso da tecnologia, prática proibida pela Justiça Eleitoral.

Do total de publicações analisadas, 250 conteúdos, o equivalente a cerca de 60%, foram classificados como sátira para ridicularizar políticos. Outros 163 materiais, aproximadamente 40%, foram enquadrados como desinformação. A apuração indica que a maior parte dos posts sem sinalização ou de desinformação foi feita por usuários anônimos.

O Partido Liberal (PL) foi apontado como o maior propagador de mensagens indevidas com a tecnologia, com 28 publicações. O Partido dos Trabalhadores (PT) compartilhou quatro mensagens e o Partido Social Democrático (PSDB), duas.

Entre os candidatos citados, Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista com 13 publicações. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) aparece em seguida com 10, seguido pelo candidato a presidente Romeu Zema (Novo), com cinco, e pelos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL), com três cada.

O estudo mostra que 81% dos casos envolveram a técnica de deepfake, com manipulação de voz ou imagem de figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o principal alvo, com 112 publicações pejorativas. Flávio Bolsonaro teve imagem ou voz modificada em 57 materiais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

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