Os Estados Unidos completam, nesta sexta-feira (11), 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A ação, executada por jihadistas que sequestraram aviões contra as torres do World Trade Center e o Pentágono, matou quase 3 mil pessoas e provocou a maior mudança na segurança interna e externa do país desde 1941.
Uma pesquisa do Pew Research Center indica que 95% dos americanos lembram onde estavam no momento da notícia. Para 51% dos entrevistados, os atentados mudaram a vida no país de forma significativa. Atualmente, 23% dos cidadãos afirmam estar muito preocupados com a possibilidade de um novo ataque terrorista.
A herança geopolítica do evento foi a criação de uma arquitetura global de contraterrorismo via ONU. Sob o governo de George W. Bush, os EUA utilizaram os ataques para invadir o Afeganistão, onde ficava a cúpula da al-Qaeda, e, dois anos depois, o Iraque. A retirada definitiva do Afeganistão ocorreu apenas em 2021, com gastos militares superiores a US$ 2 trilhões e dezenas de milhares de mortos.
No campo econômico, os ataques aprofundaram a crise iniciada pelo estouro da bolha ponto-com em 2000. A Bolsa de Valores de Nova York fechou por quatro dias e o índice Dow registrou queda de 7% em um único dia após a reabertura. O Federal Reserve realizou cortes de juros para estabilizar o mercado, fixando a taxa alvo em 1,75% ao final daquele ano.
Estudos da Universidade do Sul da Califórnia estimam que as interrupções nos negócios causaram perdas de mais de US$ 100 bilhões, cerca de 1% do PIB americano. O setor de transporte aéreo foi o mais afetado, com prejuízos de US$ 35 bilhões em dois anos, seguido por hotéis (US$ 22 bilhões) e restaurantes (US$ 14 bilhões).
A resposta institucional levou à criação do Departamento de Segurança Interna em 2002, que se tornou a terceira maior pasta do governo. Especialistas apontam que as intervenções militares americanas serviram de base para que Rússia, China e Israel legitimassem ações contra inimigos internos e externos.

