O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou nesta quarta-feira (23) que Estados Unidos e China concordaram em estender por dois meses a trégua na guerra comercial. A medida mantém a suspensão de tarifas e restrições até o dia 10 de janeiro, enquanto as duas economias buscam um acordo mais amplo.
A decisão ocorreu após encontro entre Bessent e o vice-premiê chinês, He Lifeng. O acordo atual, firmado anteriormente em Busan, na Coreia do Sul, suspende tarifas sobre embarcações chinesas em portos americanos, restrições a exportações de terras raras e impostos sobre produtos específicos.
Bessent afirmou que a China não cumpriu perfeitamente todas as obrigações. Segundo o secretário, embora a compra de soja americana tenha sido abrangente, Pequim apresenta atrasos em outros compromissos agrícolas. O governo dos EUA informou que está incentivando o cumprimento dessas metas.
A prorrogação coincide com o início da visita de Estado do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos. Bessent disse que as reuniões com o presidente Donald Trump devem resultar em anúncios sobre compras de produtos agrícolas e serviços financeiros.
As negociações incluem a reserva de US$ 30 bilhões para cada país em exportações isentas de tarifas. O volume abrange insumos chineses para fabricantes e embarques americanos de energia e produtos agrícolas.
Além da pauta comercial, os secretários definiram a ampliação do diálogo sobre inteligência artificial. O objetivo é criar um mecanismo de notificação sobre ameaças compartilhadas, como agentes de IA fora de controle, operações cibernéticas por atores não estatais ou atividades com agentes biológicos.
Bessent explicou que trabalha com os homólogos chineses para definir os fatores de risco mais perigosos. O secretário disse que espera discutir incidentes que tenham ultrapassado as fronteiras nacionais.

