O governo de Donald Trump retomou a mediação do conflito na Ucrânia neste sábado (5) com o envio dos emissários Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou. A comitiva leva uma nova proposta de paz apresentada pelo presidente own americano após sete meses de interrupção nas tentativas de acordo.
Os enviados foram recebidos no aeroporto de Vnukovo por Kirill Dmitriev, representante do governo russo. A visita ocorre após uma missão secreta realizada no dia 25 de agosto pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, que se reuniu com os chefes dos serviços de inteligência da Rússia, Sergey Naryshkin e Alexander Bortnikov, para discutir a possibilidade de um encontro entre Trump, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.
A movimentação diplomática acontece em um momento de maior pressão sobre o Kremlin. A Ucrânia intensificou ataques a infraestruturas energéticas russas, atingindo as refinarias Lukoil-Nizhegorodnefteorgsintez e Novatek, além de depósitos de petróleo em Adler. A campanha de drones resultou na queda de 10% da produção de diesel em abril e outros 10% em maio, segundo a imprensa internacional.
No lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky enfrenta instabilidade política interna. A demissão do Ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, em 15 de julho, gerou protestos e a criação de uma oposição liderada pelo ex-ministro, que defende a realização de eleições mesmo durante a guerra. O governo ucraniano também sofre com a intensificação de ataques aéreos russos nas últimas semanas.
O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira (4) que existe uma “boa chance” de se chegar a um acordo. Apesar da nova tentativa, o Kremlin mantém a exigência de que a Ucrânia abandone quatro regiões reivindicadas pela Rússia e desista de ingressar na Otan.
Witkoff e Kushner devem viajar para Kiev no domingo (6), conforme informado por Zelensky. Esta será a primeira visita dos dois emissários à capital ucraniana desde o início do conflito.


