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Ex-banqueiro tenta implicar Tarcísio e Kassab em delações rejeitadas

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 17:59
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro tentou implicar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o candidato à vice-presidência, Gilberto Kassab, em propostas de delação que foram rejeitadas pela Justiça por falta de provas e documentos. Vorcaro alegou que doações feitas em 2022 teriam origem em propinas.

Segundo as propostas de delação, Vorcaro teria doado R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas e de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O ex-banqueiro afirmou que os valores eram contrapartidas financeiras resultantes de um ajuste indevido com Gilberto Kassab.

Kassab, presidente do Partido Social Democrático (PSD), negou qualquer relação com o banqueiro ou com o recebimento de valores em espécie. Ele afirmou que os relatos são fantasiosos e que nunca tratou de doações com Daniel Vorcaro ou Augusto Lima.

O governador Tarcísio de Freitas também refutou as acusações em nota. O texto informa que o político não teve contato com Vorcaro e que a campanha de 2022, que contou com mais de 600 doadores, seguiu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Sobre a operação de consignações no Estado, a gestão de Tarcísio explicou que o credenciamento da PKL One Participações S.A., responsável pelo cartão Credcesta, ocorreu em maio de 2022, durante a gestão anterior. As operações da empresa foram suspensas em 19 de fevereiro de 2026, após liquidação extrajudicial.

A administração estadual informou que o credenciamento de instituições para consignações segue o Decreto nº 60.435/2014 e não envolve repasse de recursos públicos, tratando-se apenas de uma habilitação para que servidores escolham a instituição financeira.

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