O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Sérgio Neves de Souza, declarou à Polícia Federal (PF) que tinha conhecimento de suspeitas de fraude no Banco Master desde dezembro de 2024. A comunicação formal do caso ao Ministério Público Federal (MPF) ocorreu apenas em 17 de novembro de 2025.
O depoimento foi prestado no dia 10 de abril, após Paulo Sérgio ser alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero. Ele atuou como chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), setor do BC responsável pela fiscalização de instituições financeiras.
Em sua fala, o ex-diretor afirmou que a formalização das suspeitas sobre a conduta do banco aconteceu apenas em outubro de 2024, após ser provocado por Ailton de Aquino, que era o chefe de fiscalização do órgão na época.
A investigação apura se Paulo Sérgio e Belline Santana, também ex-chefe do Desup, receberam pagamentos do Banco Master. A Polícia Federal suspeita que os repasses tenham sido de R$ 4,5 milhões para Paulo Sérgio e R$ 13,5 milhões para Belline.
Mensagens interceptadas pelos investigadores indicam que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, orientou o cunhado a ter cautela ao tratar com Paulo Sérgio.


