A candidata à Câmara dos Deputados Paola Daniel (PRD) solicitou medida protetiva contra o ex-marido, o ex-deputado federal Daniel Silveira, nesta segunda-feira (14). O pedido, registrado na 106ª DP, em Petrópolis, inclui denúncias de ameaça, lesão corporal, violência psicológica, difamação e a contratação de terceiros para persegui-la.
Paola afirma que as agressões começaram em 2022, quando Silveira estava preso. Ela relatou ter sofrido um tapa no ouvido que a derrubou no chão e comprometeu sua audição por um mês. Segundo a candidata, o ex-marido não aceita o término da relação, ocorrido há um ano e meio, nem sua atual candidatura política.
A denúncia detalha que Silveira teria contratado detetives e instalado um rastreador com microfone no carro de Paola, dispositivo descoberto por um mecânico. Ela relata que, mesmo durante o período de reclusão, o ex-marido enviava mensagens a amigas para monitorar seus passos e a pressionava psicologicamente, ameaçando cometer suicídio para evitar a separação.
Com o início da campanha eleitoral, Paola diz sofrer difamação em redes sociais e jornais. Ela alega que Silveira utiliza páginas de fãs no Instagram para publicar mentiras, como a de que ela teria comemorado sua volta à prisão em 24 de dezembro de 2024. A candidata também afirma que o ex-deputado ameaçou o presidente do PRD para tentar barrar sua candidatura.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paola declarou que Silveira tenta intimidá-la permanecendo em frente ao seu comitê eleitoral, em Itaipava. Ela solicitou que ele seja proibido de se aproximar de seus familiares, de testemunhas e de frequentar o referido comitê.
A defesa de Daniel Silveira negou as acusações e afirmou que o relacionamento terminou há um ano e meio. Por meio de nota, os advogados declararam que o ex-deputado não administra redes sociais e não pode ser responsabilizado por publicações de terceiros, classificando as denúncias como graves e sem provas.
Daniel Silveira, ex-policial militar, foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por coação no curso do processo e incitação à abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Atualmente, ele cumpre pena em liberdade condicional.

