O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitou ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo de todo o caso Master, exceto em diligências em andamento que possam prejudicar as investigações.
Fachin estabeleceu o prazo de 24 horas para que Mendonça encaminhe o material à Presidência e aos demais ministros da Corte. A decisão determina a ampliação da publicidade dos autos e o envio dos arquivos aos integrantes do tribunal.
A medida ocorre após o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Filho, afirmar que a lista de processos com sigilo retirado não incluía parte relevante das apurações. Segundo a PGR, a listagem anterior não continha grande parte dos procedimentos correlatos à investigação da chamada Operação Compliance Zero.
O despacho registra que Mendonça já havia aberto quase 15 procedimentos. No entanto, o órgão ministerial considerou que tais ações não abrangiam o conjunto total das apurações relacionadas à operação.
A movimentação acontece enquanto uma ala do Supremo defende a divulgação integral dos arquivos. A apuração indica que o grupo busca pulverizar a atenção sobre o material e reduzir a concentração do debate em suspeitas que envolvem o ministro Alexandre de Moraes.
Um dos pontos de interesse com a abertura do sigilo são os detalhes de pagamento do filme Dark Horse, que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e recebeu recursos de Vorcaro.

