A primeira hora da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), que analisa relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, foi marcada por tensão, discussões regimentais e a declaração de suspeição de dois magistrados.
O presidente da Corte, Edson Fachin, elevou o tom de voz ao responder ao ministro Flávio Dino, após interromper um pedido de aparte do colega. Fachin afirmou que Dino deveria se dirigir à Presidência para pedir a palavra, ao que o ministro respondeu que seguia o Regimento Interno da Corte. O episódio ocorreu às 11h33, enquanto o ministro Dias Toffoli explicava as circunstâncias de sua saída da relatoria do caso Master, em fevereiro.
Durante a sessão, o ministro Kássio Nunes Marques anunciou que não participaria do julgamento e deixou o plenário às 11h37. Dias Toffoli também se declarou suspeito para atuar no caso, mas informou que permaneceria na sessão.
Outro momento de tensão ocorreu quando o ministro Gilmar Mendes leu um ofício enviado por Flávio Dino. No documento, Dino questiona a decisão de Fachin de avocar o processo que envolve André Mendonça e Alexandre de Moraes. Cópias do texto foram distribuídas aos demais magistrados por auxiliares durante a leitura.
O ambiente no plenário foi descrito como tenso, com presença reforçada de seguranças e agentes da Polícia Judicial. Entre as autoridades presentes estava o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti. A maior parte do tempo inicial foi marcada pelo silêncio dos ministros, que consultavam documentos e ofícios em papel.

