O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi aconselhado por especialistas a arquivar a denúncia apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ministro André Mendonça. O tema deve ser analisado em sessão na próxima terça-feira (23), fundamentando-se em relatório sem assinatura ou timbre.
A acusação envolve supostos crimes de improbidade e abuso de poder. No entanto, a apuração indica que o documento utilizado como base não possui valor probatório e apresenta baixa credibilidade, conforme admitido no próprio texto da denúncia.
A análise sugere que a ação possui caráter de retaliação. O movimento ocorre após a identificação de Moraes como interlocutor frequente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Caso Fachin decida pelo arquivamento, o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino perderá o objeto. Essa decisão pode fazer com que a investigação conduzida por Moraes retorne à pauta do tribunal antes do prazo previsto.
Sobre a votação anterior que tratou da junção de petições para investigar Moraes e Mendonça, apenas a ministra Cármen Lúcia, entre os indicados por Luiz Inácio Lula da Silva, votou contra. Dias Toffoli declarou-se suspeito, enquanto Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram a favor da junção.

