A Fatal Model, plataforma de anúncios de acompanhantes, ofereceu R$ 120 milhões ao Corinthians para assumir o patrocínio master do clube por um ano. A proposta foi divulgada no domingo (27) e ocorre após a MP que proíbe a publicidade de empresas de apostas no Brasil a partir de 6 de outubro.
O valor representa uma redução em relação ao contrato atual com a Esportes da Sorte, que paga R$ 150 milhões fixos por ano, podendo chegar a R$ 200 milhões com bônus. O acordo com a atual patrocinadora, firmado em julho de 2024, é válido até dezembro de 2029.
Dos R$ 276,7 milhões previstos em patrocínios no uniforme em 2026, os R$ 150 milhões da Esportes da Sorte correspondem a 54,2% do total. A saída da empresa, motivada pela medida provisória que proíbe a operação de cassinos virtuais e apostas de quota fixa, afeta diretamente as finanças do clube.
A proposta da Fatal Model não inclui o contrato da Fatal Fans, empresa do mesmo grupo, que ocupa o calção do time masculino em um vínculo de R$ 22 milhões válido até o fim de 2027. No futebol feminino, a Fatal Fans usa o espaço para campanha de conscientização sobre violência contra a mulher.
A empresa também se ofereceu para pagar os salários da atacante Gisela Robledo na renovação do contrato da jogadora, válido até 31 de agosto de 2027.
A Esportes da Sorte já havia comunicado o Corinthians sobre a possibilidade de ser impedida de operar. O clube esperava um período de transição para manter os contratos, mas a MP não estabeleceu essa estimativa. Para entrar em vigor de forma definitiva, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

